quinta-feira, 11 de abril de 2019

CORDEL



CEM DIAS SEM FAZER NADA
DE IMPORTANTE PRA NAÇÃO

Autor: Pedro Paulo Paulino

O governo que se preza,
Dentro de um plano central,
Já nos cem primeiros dias
Mostra seu potencial,
Com importantes medidas
De todo comprometidas
Com o mais essencial.

Não é o caso, portanto,
Desse governo do “mito”,
Que nos cem primeiros dias
Nada fez, está escrito!
Só faz mesmo é dar mancada,
E depois da trapalhada
Fica o dito por não dito.

Logo no mês de janeiro,
Numa fase inicial,
Veio o caso da goiaba
Da ministra “ornamental”.
Antes, se espalhou veloz
O sumiço do Queiroz,
Perdido no laranjal.

Outra ação desse governo
Fundamental, primorosa!
Também veio da ministra
Que em hora muito ditosa,
Disse que, “De norte a sul,
O menino veste azul,
A menina veste rosa”.

Ministro da educação
Deu um grande show de bola:
Ordenou que os estudantes
Decorassem na cachola
E cantassem (que legal!)
O Hino Nacional,
Todo dia, na escola.

A troca no ministério,
Em breve aconteceria.
Sai Vélez, entra Abraão,
Que para o mundo anuncia
De maneira bem concisa
Que o Nordeste não precisa
Estudar filosofia!

Foi essa a segunda troca
De ministros, este ano,
Pois ainda em fevereiro
Foi expulso o Bebianno,
Que falou bastante claro,
E a família “bozonaro”
Quase entrava pelo cano.

Outra ação da gestão “bozo”
Nesses cem primeiros dias
Foi copiar o modelo
Das sujas privatarias,
Leiloando nossos portos,
Os nossos aeroportos
E também as ferrovias.

Nesses cem primeiros dias
Tão risonhos e floridos,
O “mito” arrumou as malas,
Foi aos Estados Unidos,
Pra de forma combinada
Entregar de mão beijada
O nosso ouro a bandidos.

A nossa Base de Alcântara,
Por mixaria alugou.
Visto, para os estrangeiros,
Totalmente liberou.
E a nossa soberania,
Num momento e à revelia,
Sem pena sacrificou.

Foi também a Israel,
Somente para tirar
Fotografia com arma,
Pra na rede publicar.
E, como sempre inseguro,
Lamentou no pé do muro,
Que não sabe governar.

O chefe da economia
Se meteu numa arapuca,
Foi pra sessão no Congresso
E voltou quente da cuca,
Pois no momento sucede
Entrar como Paulo Guedes
E voltar como tchutchuca.

O ministro da justiça,
Comentando abertamente
Tiroteio que matou
Uma pessoa inocente,
De modo muito tranquilo
Afirmou que tudo aquilo
Não passa de um “incidente”.

Das palhaçadas do “mito”
E seu rebanho de canga,
Hoje em dia, em todo canto,
Todo mundo nota e manga.
Disse a ministra Cristina,
Que no Brasil, vitamina
Mais indicada é a manga!...

Tudo indica que o Brasil
Caminha para a indigência.
Foi eleito um acefálico,
Sem a menor competência.
Os tolos fazendo arminha,
Enquanto veloz caminha
Para o fim a Previdência.

Porém, para não dizer
Que foi tudo negação,
Nesses cem primeiros dias
Houve grande decisão,
Pois o “mito” anunciou
Que bravamente acabou
Com horário de verão!

Outro feito memorável
Do “mito” e seus assessores,
Nesses cem primeiros dias,
Dentro dos seus bastidores,
Foi de repente fazer
Calar, sem se defender,
O seu curral eleitores.

domingo, 31 de março de 2019

RELEMBRANDO A DITADURA,
SEM NADA A COMEMORAR

Capa: Arievaldo Viana

Autor: Pedro Paulo Paulino

Vamos relembrar um fato,
Sem nada a comemorar,
Episódio vergonhoso
Que temos para contar:
Com seus atos desumanos,
São cinquenta e cinco anos
Do Regime Militar.

Foi a 31 de março,
Que a nossa grande Nação
Perdeu toda a liberdade,
Sem direito ao cidadão.
No ano sessenta e quatro,
Brasil tornou-se o teatro
Dessa triste aberração.

Pois a partir dessa data,
Ditadores desumanos,
Radicais, totalitários,
Criminosos e tiranos,
Com seu regime infeliz,
Mandaram neste país
Durante vinte e um anos.

Em plena Idade Moderna,
Não tem porquê nem razão
De um país enveredar
Na total escuridão
De estupidez execrável,
Que somente é comparável
Aos tempos da escravidão.

A lembrança que ficou
Do tempo da ditatura
Foi repressão violenta,
A lei cruel da censura,
A falência de conceitos,
A cassação de direitos,
Assassinato e tortura.

Devido à deposição
Do presidente Goulart,
Sucessor de Jânio Quadros
Num momento singular,
Se não me falha a memória,
Começou a trajetória
Do regime militar.

Contra o presidente Jango,
Como era assim conhecido,
Um grupo de militares
Conspirava no sentido
De lhe tomar o poder,
O que veio acontecer,
Deixando o povo oprimido.

O general Mourão Filho,
Deixando Minas Gerais,
Com tropa de três mil homens
Foi se juntando aos demais.
Logo no primeiro dia
Estava a democracia
Nos seus momentos finais.

Por Ranieri Mazzili,
Que então era deputado,
Somente por nove dias
O Brasil foi governado.
No Congresso, com efeito,
Castelo Branco é eleito,
Depois do Golpe de Estado.

Castelo logo adotou
As medidas radicais,
Conhecidas pelos seus
Atos institucionais.
Fim das eleições diretas
Foi uma de suas metas,
Dentre outras tão brutais.

Criou o SNI,
Um poderoso espião,
Protegendo os militares,
Fragilizando a Nação;
De partidos, só ARENA
E MDB, na cena
De suposta oposição.

Depois de Castelo Branco,
E muito mais linha dura,
Seu sucessor, Costa e Silva,
Promoveu a assinatura
Do Ato Institucional
Que dava poder total
À terrível ditadura.

O Congresso foi fechado,
Cresceram as repressões,
Suspensão de garantias,
Abusos, violações,
A polícia, noite e dia
Promovendo à revelia
As mais vis perseguições.

Confrontando os militares
Surge um grupo varonil,
A União dos Estudantes,
Em defesa do Brasil,
Numa marcha audaciosa
Realizou a famosa
“Passeata dos Cem Mil”.

Mas continua o regime
De plena arbitrariedade,
Com o presidente Médici
Falando em prosperidade,
Com seu “milagre econômico”,
Porém gerando astronômico
Débito à posteridade.

O tal milagre gerou
Dívida internacional.
O “Brasil, ame-o ou deixe-o”
Virou lema oficial.
Por outro lado, a Nação
Amargava a situação
Da crise salarial.

O controle do governo
Sobre todos os setores
Impedia organizarem-se
Os nossos trabalhadores,
Pois os sindicalizados
Eram todos controlados
Pelos órgãos repressores.

Departamentos estranhos,
Como DOPS e DOI-CODI,
A linha de espionagem
Em todo o País eclode.
Com a boca costurada
Ninguém pode dizer nada,
Somente o governo pode.

Depois do governo Médici
Veio outro general,
Desta vez, Ernesto Geisel
Que nessa regra geral
Deixou de novo o Brasil,
Com o “Pacote de Abril”,
Sem Congresso Nacional.

Eram todos indicados
Pelo modo aristocrático,
Sem consultarem o povo
Nesse regime antipático,
Ficando assim mais remoto
O nosso sonho do voto
Em um país democrático.

Porém, sucedendo Geisel,
Indicaram Figueiredo.
Era o momento final
Do regime tão azedo.
A ditadura morria,
Um novo tempo surgia
E o povo perdia o medo.

Foram os “anos de chumbo”
Grande atraso pra Nação,
Com danos à economia,
Ao progresso e evolução.
A temível ditadura
Emperrou nossa cultura,
Arte e comunicação.

As cicatrizes ficaram
Desses tempos de terror,
No qual o Brasil viveu
Longos anos de torpor.
Expulsos e constrangidos,
Muitos foram perseguidos
Pela “Operação Condor”.

Dos porões da ditadura,
Sempre os ecos se ouvirão
Dos que foram torturados
Na “cadeira do dragão”,
Das vítimas de afogamentos,
De choques, espancamentos
E de tanta perversão.

Jamais serão esquecidos
Nossos patrícios no exílio,
Sem direito à sua pátria,
Ao seu chão, seu domicílio,
Nossos artistas queridos
Que lutaram destemidos
Pela paz buscando auxílio.

Relembremos os artistas
Zé Keti, Nara Leão,
João do Vale, grande nome
Que nos deu o Maranhão,
Pois fizeram manifesto
Em um famoso protesto,
Com o “Show Opinião”.

Outros artistas famosos,
Caetano, Chico e Gil,
Empregaram seu talento
Da maneira mais sutil,
Pra dizer que a ditadura
Era o emblema da feiura
Da política do Brasil.

Um país que, infelizmente,
É pátria da covardia,
Pois pra defender aqueles
Autores da tirania
No período mais sangrento,
Aprovou no Parlamento
A tal da “Lei da Anistia”.

Assim, não temos motivos
Pra comemorar horrores.
Sem esquecer, todavia,
Os vinte um anos de dores.
Meu recado em versos dei,
Pra não dizer que eu deixei
Também de falar das flores. 

sexta-feira, 15 de março de 2019

CORDEL



É DOIDO PRA TODO LADO
NO COMANDO DO PAÍS

Pedro Paulo Paulino

Um doido pegou um doido
E deu nele uma facada.
A partir desse incidente
Foi a maior palhaçada,
Pois o doido que foi vítima
É um doido da política,
Sem competência pra nada.

O doido então se trancou
Lá na sua residência,
E votado por milhões
Que também sofrem demência,
O doido e sua facada
Foram, nesta pátria amada,
Eleitos pra presidência.

Empossado no seu cargo,
Juntamente com seu vice,
Ambos começaram logo
Uma série de sandice.
Com dois meses já passados
É doido pra todo lado
Só cometendo tolice.

Nada do que diz ou faz
Pode ser levado a sério.
O doido faz cada coisa
Sem noção e sem critério!
Pra complicar sua vida,
Tem uma doida barrida
Dentro do seu ministério.

Essa doida viu Jesus
Tranquilamente escanchado
Num galho de goiabeira,
Pregando entusiasmado,
Nu da cintura pra cima,
Pedindo reza pra Dimas,
Com quem foi crucificado.

Outro doido, que ocupa
Uma pasta principal,
Afirmou que doravante,
No campo educacional,
Todo aluno adolescente
Vai cantar de trás pra frente
O Hino Nacional.

Diz um doido: – Faço isso?
O outro diz: – Faça não!
­– Se eu quiser fazer, eu faço!
– Pois querendo, faça então!
– E se eu não quiser fazer?
– Você pode desfazer!
– Tá é feito, capitão!

O doido maior de todos,
Sem a menor disciplina,
Já comprou questão com Cuba,
Já comprou questão com China,
E mostrou, no carnaval,
Que na pátria, todo mal
Pode sair pela urina.

Quando o doido solta a língua,
Nem mesmo o diabo segura.
Pensa que a Venezuela
É perto da Cingapura;
Pensa também doidamente,
Que por lá o presidente
É uma fruta madura.

É claro que o mundo inteiro
Pouca coisa deve aos sãos,
Mas esses doidos aí
Muito perigosos são,
Pois são doidos camuflados
E mal intencionados
No comando da Nação.

Esperar o que de um doido
Que ganhou fazendo arminha?
O otário que acreditou
Não compra nem a bainha!
Eu só tenho cá pra mim,
Que quem vota em doido assim
Tem juízo de galinha.

Se por acaso hoje em dia
Fosse pra ser recolhido
Cada doido papangu
Que votou nesse bandido,
Não haveria lugar
Que pudesse comportar
Tanto doido arrependido.

Finalmente, é tanto doido
No poder, que tá sobrando!
Mas sabemos, com tristeza,
Que o tempo vai se passando,
E nessa louca corrida
Tem muita gente sabida,
Do Brasil se aproveitando!...

sábado, 2 de março de 2019



AS FAROFADAS DO “BOZO”
EM DOIS MESES DE GOVERNO

Autor: Pedro Paulo Paulino

Com dois meses instalado
No Palácio do Planalto,
O governo Bolsonaro
Ainda não deu um salto
Em direção ao progresso,
Pois somente o retrocesso
É que tem falado alto.

Uma turma de ministros
Sem a menor intenção
De procurar resolver
Os males desta nação.
Notáveis na incompetência,
Só prometem dar sequência
Ao mar de corrupção.

Excessos de autoridade,
Ações antipopulares,
Denúncias de caixa dois,
Campanhas irregulares,
Assessores acusados,
Ministros atoleimados,
A começar por Damares.

O menino veste azul,
A menina veste rosa,
Jesus num pé de goiaba,
Que coisa maravilhosa!
Tudo limpo e penteado,
O governo do coisado
É a coisa mais chistosa.

Cantar Hino Nacional,
Com Deus acima de tudo,
Brasil acima de todos,
Êta, que bonito estudo!
Cair de cima do muro,
Declarar guerra a Maduro,
Ô povo escroto e peitudo!

O que fala de manhã,
Não serve pra o meio-dia,
Todo cidadão armado,
Todos bons de pontaria;
Ao trabalhador, então,
Só vai dar para o caixão
Sua aposentadoria...

Cultivar um laranjal
Do tamanho do país!
Agro é tec, agro é laranja,
Assim todo bozo diz.
Nossa bandeira trocada
Por bandeira alaranjada,
Êta, que pátria feliz!

A pátria onde um general
Fica atrás de um capitão,
Mas na prática, é claro,
Não acontece isso, não!
Onde tem laranja, há suco,
O “coiso” né nem maluco,
Para mandar em Mourão.

Esconder os eleitores
Que votaram dezessete,
Milhões sumiram das ruas
E também da internet,
Nem adianta indagar,
Pois ninguém sabe indicar
Onde esse povo se mete.

Ser mais mágico e danado
Do que o Mago de Oz,
Pois conseguiu esconder
De tal maneira, o Queiroz,
Que depois de escondê-lo,
Ninguém mais conseguiu vê-lo
Nem ouvir a sua voz.

Dsicutir com Bebianno,
Que nem guri do buchão:
– Arre égua, Bebianno,
Você abriu o bocão!
Deixe de ser atrevido!
– Eu estou arrependido,
Me desculpe, capitão!

Perder médicos cubanos,
Causando uma crise interna,
Não mandar para o Nordeste
Nem sequer uma cisterna;
A cada dia piora
A nossa imagem lá fora,
É assim que se governa?!

Criar caso com a China
E com Trump se aliar
E fazer, como sem falta,
Tudo quanto ele mandar!
Onde andam os coxinhas
Fazendo suas arminhas?
Não ofende perguntar.

Onde estão os paneleiros,
Dos quais se ouvia o grito?
Onde estão os bolsominions,
Esse povo tão bonito
Que vivia na internet
Fazendo B17
E berrando: “mito, mito”?!

Desmentir-se todo dia,
Desfazer tudo o que faz
Já se tornou a bandeira
Desse governo incapaz.
Infelizmente, a cambada
Que votou na palhaçada
Não pode voltar atrás!...

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

NOTÍCIA



INAUGURADO PRIMEIRO RELÓGIO TERMÔMETRO
DIGITAL DE RUA DO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ

“Se na Serra tem termômetro / Medindo o clima de lá, / Vamos também ter no nosso / Medindo o clima de cá, / Saudável temperatura / Que faz parte da cultura / Do Sertão do Ceará”. Os versos do cordelista natural de Canindé, Pedro Paulo Paulino, anunciam a inauguração do primeiro relógio termômetro do Sertão Central, ocorrida no dia 31 de dezembro. O equipamento fica entre as cidades de Canindé e Caridade, no distrito do Camarão, às margens da BR 020.
A iniciativa é da própria comunidade, idealizada e bancada pelo morador Paulo Alexandre, que pontua que o relógio “vai ser um ponto de encontro dos romeiros que vão a pé para Canindé. O termômetro vai atrair os romeiros para pararem e conhecerem a fazenda Camarão, a nossa comunidade”.
Além disso, a implantação do relógio vai impulsionar a economia local, . “No inverno os produtores rurais que produzem feijão, milho e jerimum vendem esses produtos nas margens da BR. O termômetro instalado vai atrair a atenção das pessoas e vai trazer mais renda para a comunidade”, ressalta Paulo Alexandre.
PIONEIRISMO
O relógio termômetro é o primeiro a ser instalado no Sertão Central do Ceará. O equipamento e sua implantação foi toda feita por Paulo Alexandre, que desembolsou o valor de R$ 3.500,00 e contou com a ajuda do irmão, Adriano Queiroz, para criar o layout da plataforma com os dizeres: “I Termômetro do Sertão Central”. 
A inauguração foi regada a música, discurso, com a divulgação de um manifesto pelo desenvolvimento do sertão, que elenca vários pontos junto à comunidade visando defender o desenvolvimento do sertão, e um brinde em frente ao termômetro com toda a comunidade local.
INSPIRAÇÃO
A ideia do termômetro veio da inquietação de Paulo Alexandre em suas viagens. Ao se dirigir até a Serra, via que as pessoas sempre tiravam fotos nos termômetros desses locais, lugares com clima frio, mostrando as baixas temperaturas, como Guaramiranga, que possui um termômetro semelhante ao implantado na localidade Camarão.
“Pensei comigo, por que é que a gente também não tem orgulho de tirar fotos no calor, que é o lugar que a gente nasceu e se criou? É uma contraposição, contra-hegemonia a essa supervalorização do que é de fora e não valorização do que é nosso. É uma maneira de reafirmar o nosso orgulho de ser nordestino e de morar aqui no sertão central cearense”, conclui o realizador da iniciativa. (Fonte: jornal Diário do Nordeste)

O SERTÃO AGORA TEM
SEU TERMÔMETRO OFICIAL

Autor: Pedro Paulo Paulino

Em 31 de dezembro,
Na fazenda Camarão,
Um evento vem marcar
A vida da Região,
Pois é de modo altaneiro
Inaugurado o primeiro
Termômetro do Sertão.

Se na Serra tem termômetro
Medindo o clima de lá,
Vamos também ter no nosso
Medindo o clima de cá,
Saudável temperatura
Que faz parte da cultura
Do Sertão do Ceará.

Também simbolicamente
Vai medir durante o ano
Nossa nordestinidade
E nosso calor humano,
Costumes e tradições
E as realizações
Do nosso cotidiano.

É também uma homenagem
Aos nossos tipos guerreiros,
Ao trabalhador da roça,
Ao cantador violeiro,
E um personagem valente,
Destemido e resistente:
O nosso bravo vaqueiro.

Esse Termômetro vai,
Além da temperatura,
Medir o valor que tem
Nossa terra e agricultura.
Com ele, a gente deseja,
Louvar nossa sertaneja,
Mulher de garra e bravura.

Também por ocasião
Desse evento inaugural,
Perante as autoridades,
Convidados em geral,
Assinamos em protesto
Detalhado Manifesto
Em prol do Sertão Central.

Esse documento histórico
Defende a dignidade,
Favorece nosso povo,
Combate a desigualdade
E pede a transposição
Do Canal da Integração
Pra nossas comunidades.

Também nesse Manifesto,
Seu conteúdo geral
Propõe universidades
Federal e estadual,
Com curso e vagas bastantes
Pra todos os estudantes
Do nosso Sertão Central.

O Manifesto contempla
Esporte, urbanização,
A cultura, a ecologia
E a comunicação,
Além de um Memorial
Do Nosso Sertão Central,
Sua história e tradição.

O Manifesto apresenta
Um leque de alternativas
Para o desenvolvimento;
Dentre as iniciativas
Que podemos adotar,
Uma delas é plantar
Trinta mil mudas nativas.

Defendemos a conquista
Do Hospital Regional,
A Estátua de Santo Antônio
Para o turismo local,
E uma arena pioneira
Pra receber a Primeira
Divisão do Estadual.

Assinado por diversas
Entidades sociais,
O Manifesto será,
Em suas linhas gerais
E projetos detalhados,
Entregue pra deputados,
Federais e estaduais.

Também ao governador
E ao futuro presidente,
A todos vereadores
Da Região, finalmente,
Esse Manifesto é
Nos Sertões de Canindé
Um documento influente.

Aos convidados presentes,
Deixamos neste momento,
Nossos votos de Ano Bom
E nosso agradecimento.
Paulo Alexandre Queiroz
Foi quem ergueu sua voz
Em defesa deste evento.

Nossos parabéns pra ele,
Pela ideia e inovação,
Que de todos nós exige
Nossa participação.
O ano está terminado;
Antes, deixa inaugurado
O Termômetro do Sertão!