sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

DÁDIVA

Pedro Paulo Paulino

Havia tempo, a terra estava à espera
Do sopro redentor e benfazejo
Que ao derramar nos ares seu bafejo,
Já sobre o chão o verde recupera.

Úmidos ventos enchem a atmosfera,
Deixando a terra prenhe de desejo;
O raio rasga os céus com seu lampejo,
Logo o trovão com fúria vocifera.

Transforma-se o sertão num paraíso,
Como afirmou Euclides n’Os Sertões.
E o sertanejo, que da seca é réu,

Gratificado mostra o seu sorriso
E os braços abre cheio de emoções,
P’ra receber a dádiva do céu!...

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