domingo, 12 de novembro de 2017

SONETO

12 de novembro: 113 anos de morte de Augusto dos Anjos.



AUGUSTO DOS ANJOS

Pedro Paulo Paulino 

Quando Augusto dos Anjos feneceu,
Contando só três décadas de idade,
Nossas letras choraram de saudade
E a própria morte até se entristeceu.

Deixou como maior herança o «EU»
Que o consagrou para imortalidade,
Pois seus versos transmitem, na verdade,
A sensação de que ele não morreu.

A doze de novembro um séc'lo faz
Que Augusto, para sempre, dorme em paz,
Mas entre os homens é seu nome infindo:

Por mais que o tempo eternamente passe,
É como se ele apenas descansasse
Debaixo do seu velho tamarindo...

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