domingo, 8 de outubro de 2017

SONETO

MEUS CAMPOS

Pedro Paulo Paulino

Debaixo deste céu azul e claro,
No meio do sertão, o sol aponta
Um pequenino nicho onde desponta
A Vila Campos, meu torrão tão caro.

De tanta luz, a vila vive tonta,
Mas em compensação recebe o amparo
Da paz e do sossego (algo tão raro!)
Da natureza amiga além da conta.

Na mata, o canto grave das cauãs;
Em volta o permanente desfilar
Das serras de mãos dadas como irmãs;

E as joias preciosas do lugar:
Se é dia, brilha o ouro das manhãs;
Se é noite, brilha a prata do luar.

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