domingo, 17 de setembro de 2017

SONETO

MANHÃ DE LUZ

Pedro Paulo Paulino

Manhã resplandecente, ensolarada!
No mar azul do céu irradiante,
Apenas uma nuvem branca e errante,
Igual a um peixe solitário nada.

Passou depressa a doce madrugada,
Varrida pelo sol, com seu rompante.
Um eco do silêncio desse instante
É tudo quanto resta – ou quase nada.

O vento buliçoso sopra e alegra
E agarra as folhas como em caracol.
Pequenas borboletas bailam pelas

Manhãs assim de luz – e como regra,
Lá no infinito azul somente o sol
Ocupa o lar sagrado das estrelas.

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