sábado, 16 de setembro de 2017

SONETO

FURACÕES

Pedro Paulo Paulino

Na América do Norte, uma tormenta
Nasce no mar e avança ao continente
Arremessando tudo à sua frente,
Da forma mais estúpida e violenta.

A América Central também enfrenta
A fúria incontrolável, inclemente,
Do furacão que surge de repente
E cresce de maneira truculenta.

Na América do Sul, o vendaval
Nasce, por sua vez, no mar de bruma
E lama do Distrito Federal:

Um furacão de escândalos gigante
Que sobre o solo pátrio se avoluma,
Sem dar uma só trégua um só instante.

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