sexta-feira, 7 de julho de 2017

SONETO

UM AMIGO

Pedro Paulo Paulino

Desperta-me com teu cantar, amigo –
Pássaro livre, das manhãs em festa!
Segue fazendo assim tua seresta
No galho que é teu palco e teu abrigo.

A tua voz e o teu cantar bendigo,
Pois o teu canto, na alvorada, empresta
Mais alegria e nova vida a esta
Velha vivenda de um sonhar antigo.

Canta mais alto, passarinho, canta!
Que tudo em volta escuta o teu clarim,
E o sol, te ouvindo, logo se levanta...

Canta, porque cantar é tua sina,
E pouca coisa há tão bonita, enfim,
Quanto o teu canto, ó Galo-de-Campina!

Nenhum comentário:

Postar um comentário