quarta-feira, 2 de novembro de 2016

SONETO

PARAGEM FINAL

Pedro Paulo Paulino

No Bonde da existência, em que viajamos,
Existe uma parada obrigatória:
Epílogo da nossa trajetória,
É para lá que nos encaminhamos.

E pouco importa o infortúnio ou glória,
Lauréis que porventura conquistamos,
Pois fatalmente ali nos despojamos
Das ilusões da vida transitória.

Mais cedo ou tarde, do fugaz transporte
Nós desceremos, um por um, sem trégua,
Nesse endereço e última morada.

Ao passo que no Bonde, a mão da Morte
Segue apontando com a sua régua
Quem descerá na próxima parada.

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