domingo, 12 de junho de 2016

SONETO

NAMORADOS

Pedro Paulo Paulino

Dois seres quando um dia, por acaso
Ou força de atração correspondente,
Deparam-se na vida, de repente
Sentem brotar o amor em solo raso.

E juntam-se duas flores num só vaso,
De júbilo regadas plenamente,
Pois se lhes torna o tempo, unicamente,
Um renascer de auroras sem ocaso.

Dois seres que se juntam num só ser,
Embora um dia tornem-se isolados
Pelas vicissitudes do viver

Ou mesmo pela morte separados,
Não deixarão, porém, jamais de ser
Aqueles dois eternos namorados.

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