quarta-feira, 13 de abril de 2016

SONETO

VIDAS CÉLERES

Pedro Paulo Paulino

Para que, neste mundo, tanta pressa,
Se a vida, por mais longa, é passageira?
Já basta o tempo em rápida carreira,
Pois mal termina o dia, outro começa.

Portanto, se marchamos tão depressa,
Maior é nosso fardo de canseira.
E quanto mais se vive na cegueira
Disto ou daquilo, em pedra se tropeça.

No trânsito da vida, a regra exige
De quem a vida, célere, dirige,
Que siga um pouco mais devagarinho,

Porque na marcha sempre acelerada,
Corre-se o risco de, nessa jornada,
Não desfrutar as prendas do caminho.

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