sexta-feira, 25 de março de 2016

SONETO

DOIS MÁRTIRES

Pedro Paulo Paulino

A cada passo de Jesus, Maria
Presente estava, mesmo em pensamento.
Da vil traição ao torpe julgamento,
As dores dele ela também sentia.

Como uma flor atônita no vento,
Seu coração de mãe já o seguia
Rumo ao Calvário – palco de agonia,
Sinônimo de angústia e sofrimento.

O espinho, a cruz, o fel, a dor que anula
A vida de seu filho injustiçado...
Eis o dilema em que ninguém calcula

Qual é a dor maior, a dor mais triste:
Se a dor do filho que é crucificado,
Se a dor da mãe que à dor do filho assiste.

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