quinta-feira, 31 de março de 2016

SONETO

AMIGOS

Pedro Paulo Paulino

Discorde do que eu penso, do que eu digo,
Da minha crença ou não ou do meu time,
Que o bom amigo, sem pesar, redime
Do amigo a falha, e continua amigo.

Discorde se por vezes eu maldigo
De tal filosofia ou tal regime,
Que no final das contas, mais sublime
É amizade – e com você não brigo.

Em meio a tamanha turbulência,
De vendaval político e conflito...
Contrários partem para a violência.

Porém, de longe, mas na tempestade,
Bandeira branca em punho, eu, alto, grito:
Meu partido é o partido da amizade!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário