segunda-feira, 7 de setembro de 2015

SONETO

MONÓLOGO DO PODER

Pedro Paulo Paulino

“Sou o Poder. E todo mal carrego.
Ilude-se quem tem o meu comando.
De braço dado com o Orgulho eu ando,
Sou vil e fácil sedutor, não nego!

Com mil maneiras de atrair, eu cego
Sem distinção os homens. Mesmo quando
Agarro aquele coração mais brando,
Eu incendeio de uma vez seu ego.

Desconheço humildade, amor, justiça.
A minha fé atende por Cobiça.
E quem eu prendo, tenho por capricho

(Sendo eu soberbo, perigoso, insano)
De corromper-lhe todo o aspecto humano
E transformá-lo, igual a mim, num bicho.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário