domingo, 9 de agosto de 2015


MEU PAI

Pedro Paulo Paulino

Adeus, meu pai! – eu disse assim um dia
Para esse homem que toda a vida amei.
Adeus! – eu disse. Mas somente eu sei
Com que pesar e dor assim dizia.

E desde então já muita vez sonhei,
E ao ver meu pai nos sonhos, que alegria!
Na mesma antiga e boa moradia
Onde ele foi senhor e amigo e rei.

Toda a saudade dele ali reside:
Na rede do descanso ao meio-dia,
No chapéu pendurado no cabide,

Nas tardes sertanejas, quando eu via
Meu pai em seu silêncio, após a lide,
Rezar com devoção a Ave-maria...

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