terça-feira, 28 de julho de 2015

MEUS SONHOS

Pedro Paulo Paulino

Meus sonhos eram tantos! Lembro-os eu
Tão vivos! tão risonhos! coloridos!
No fundo da minh’alma, reunidos
Ficaram – ninguém mais os conheceu.

Pois, por motivos nunca esclarecidos,
A pouco e pouco, cada sonho meu
Melancolicamente feneceu,
Como enfermos à míngua, desvalidos.

Meus sonhos, que eram tantos, me deixaram.
E se alguns, porventura, ainda ficaram,
Nem mais são coloridos nem risonhos.

Sem eles, nesta altura, eis que me ocorre
Indagar, temeroso, se se morre
De uma falência múltipla dos sonhos.

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