quinta-feira, 2 de abril de 2015

SEXTA-FEIRA SANTA

Pedro Paulo Paulino

Relembro bem, na mente está retida
Cada impressão que eu tenho desse dia:
Havia reverência -- e regra havia
Que só por todos era obedecida.

O jejum, que tornava mais comprida
A manhã consagrada de harmonia,
E ao chegar pontualmente o meio-dia,
Família em torno à mesa reunida.

A tarde vagarosa se passava
Na mesma paz. E a ordem era tanta
Que até não se vendia nem comprava…

De noite a ceia no lugar da janta,
E logo após, o terço se rezava.
Já foi assim a Sexta-Feira Santa…

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