sexta-feira, 27 de março de 2015

SONETO DE BENDIZER

Pedro Paulo Paulino

Bendigo a chuva que na terra espalha
O verde e a água que de cima veio,
Que abranda o sol e torna o solo cheio
De vida para quem nele trabalha.

Bendigo a névoa matinal que orvalha
A mata fresca, transformando o meio,
E envolve a serra inteira no seu seio
Cobrindo-a como alvíssima toalha.

Bendigo a chuva, porque dela vem
Nova esperança, como traz também
Recordações antigas dos meus Campos:

Manhãs de infância, tardes tão serenas
E a noite calma entrecortada apenas
Pelos relâmpagos e os pirilampos.

Um comentário:

  1. Lindo o soneto, Pedro Paulo. O campo, com o seu silêncio entrecortado do som do vento nas folhas e do canto dos passarinhos, tem uma beleza e uma paz, uma sensação de completude, de infinito, que só quem foi criado no mato sabe sentir. E quem hoje mora como eu na cidade grande, com sua vida um tanto artificial, até chega a esquecer desse tesouro que é a Natureza pura como Deus criou. Mas quando resolve ir ao campo num feriado, e busca o contato com a natureza, sente aquela beleza simples que há muito não via, lamentando não tê-la sempre presente..

    Flávio Henrique

    ResponderExcluir