quarta-feira, 12 de novembro de 2014



AUGUSTO DOS ANJOS
(Centenário de morte)

Pedro Paulo Paulino

Quando Augusto dos Anjos pereceu,
Contando só três décadas de idade,
Nossas letras choraram de saudade
E a própria morte até se entristeceu.

Como herança maior, deixou seu “Eu”,
Que o consagrou para imortalidade,
Pois seus versos transmitem, na verdade,
A sensação de que ele não morreu.

A doze de novembro, um séc’lo faz
Que Augusto, para sempre, dorme em paz,
Mas entre os homens é seu nome infindo.

E enquanto mais um século se passe,
É como se ele apenas descansasse
Debaixo do seu velho tamarindo...

Um comentário:

  1. Pedro Paulo,
    Notável a sua presença de espírito ao nos lembrar do centenário da passagem para o plano espiritual de Augusto dos Anjos. Os versos dele são difíceis, rebuscados e demonstram um conhecimento razoável da ciência. Apesar de moço, era um homem culto. Será que haveria algo mais por trás do pelo menos aparente pessimismo que ele demonstrava?
    Sugiro que coloque um ou dois poemas dele na sua próxima edição do blog, para que nós leitores possamos ter uma ideia mais clara da obra do grande poeta.

    Flávio Henrique

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