sexta-feira, 29 de março de 2013

SONETO



SEXTA-FEIRA SANTA

Pedro Paulo Paulino
          
Relembro bem, na mente está retida
Cada impressão que eu tenho desse dia.
Havia reverência - e regra havia
Que só por todos era obedecida:

O jejum, que tornava mais comprida
A manhã consagrada de harmonia,
E ao chegar pontualmente o meio-dia,
Família em torno à mesa já reunida;

A tarde vagarosa se passava
Na mesma paz. Ah! E a ordem era tanta
Que até não se vendia nem comprava…

De noite a ceia no lugar da janta,
E logo após o terço se rezava:
Já foi assim a Sexta-Feira Santa…

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